A não perder!!!
sexta-feira, maio 01, 2015
sexta-feira, abril 24, 2015
Built To Spill - "Untethered Moon"
Veteranos do panorama indie-rock americano, os Built To Spill liderados por Doug Martsch, regressam às edições discográficas seis anos após "There Is No Enemy", um disco que a meu ver indiciava alguma falta de criatividade e um certo esgotamento da fórmula sonora encetada em inícios da década de 90.
Muitos ficaram surpreendidos com o retorno dos Built To Spill tendo em conta algumas afirmações de Martsch no sentido de alguma desorientação e cansaço, no entanto a banda sofreu uma remodelação e "Untethered Moon" espelha bem essa mudança, de tal forma que sou levado a creditar este novo disco como o seu melhor desde o impactante "Keep It Like a Secret" datado de 1999.
A nível sonoro não detetamos alterações de maior, o cruzamento entre Neil Young e Dinosaur Jr. continua bem patente, assim como as guitarras em força com solos inspirados contrabalançados com a voz melodiosa de Martsch que em "Never Be The Same" aproxima-se do território dos The Shins e Rogue Wave. O que diferencia este disco dos restantes editados este século assenta num maior pendor melódico em detrimento dos extensos solos, mais pop se preferirem, e composições mais inspiradas e positivas, a expor um Doug Martsch de bem com a vida e um espirito renovado na sua música.
terça-feira, abril 14, 2015
The Lucid Dream - "The Lucid Dream"
"The Lucid Dream" abre as hostilidades com o extenso instrumental "Mona Lisa", uma viagem vertiginosa repleta de efeitos com uma dinâmica criativa. Segue-se "Cold Killer", faixa poderosa que os Crocodiles ou os The Vacant Lots não desdenhariam serem os autores. "Darkest Day/ Head Musik" é composta a dois tempos, uma abertura na linha dos Spectrum que evolui para uma explosão sónica ao estilo dos White Hills. Aceleramos a bom ritmo com "Moonstruck" um cruzamento entre as Electrelane e os My Bloody Valentine para abrandar pouco depois com "Unchained Dub", com a banda a exibir a sua devoção para com este estilo mas à sua maneira. "Unchained" é a faixa mais acessível com uma piscadela de olho ao psych-pop da década de 60. A finalizar temos o mantra hipnótico de "Morning Breeze" com distorção a rodos balanceado por uma parte mais atmosférica a lembrar os Verve, Spacemen 3 e Spiritualized. Por último "You & I" poderia ser a faixa de encerramento de um disco dos Warlocks com uma cadência mais lânguida mas sempre com um forte cunho psicadélico presente.
Após ter visto a banda em 2013 ainda o álbum de estreia "Songs of Lies and Deceit" não tinha sido editado, é com grande expetativa que anseio o concerto dos The Lucid Dream na primeira edição do Indouro Fest, no qual decerto irão tocar vários temas deste cativante disco.
Post-Punk Mixtape
Edu (Mouco) & Ex Lion Tamer apresentam o primeiro volume da post-punk mixtape. Uma seleção sobre um período da história musical cuja influência perdura ainda nos dias de hoje. Enjoy!
terça-feira, março 31, 2015
Föllakzoid - "III"
Hipnótico, psicadélico e tribal são alguns adjetivos empregues amiúde quando nos referimos ao som produzido pelos Föllakzoid, banda oriunda de Santiago do Chile que editou esta semana, (tal como o titulo indicia), o seu terceiro álbum pela consagrada editora Sacred Bones. Como é evidente, esses e mais alguns adjetivos funcionam na perfeição para descrever a sua sonoridade que fixa-se na eterna escola kraut, ou em bandas como os Hawkwind, White Manna, Wooden Shjips, e até The Hair & Skin Trading Company a título de exemplo. Quiçá o que tem levado o grupo chileno a conquistar um lugar de destaque no território cada vez mais populoso do rock psicadélico, estará alicerçado na herança da antiga música dos Andes levando a que as suas composições soem a autênticos mantras e para o comprovar surgem "Electric", "Earth", "Piure" e "Feuerzeug" as quatro extensas faixas (oscilando entre 10 a 12 minutos de duração), de "III".
Este novo disco é mais um exercício de exploração sonora através da incessante repetição de acordes, constante batida, vocalizações fantasmagóricas e efeitos electrónicos bizarros (cortesia de Atom TM), com vista a levar o ouvinte a entrar noutra dimensão, como que de um ritual se tratasse, e verdade seja dita, facilmente somos transportados para outra realidade, seja ela espacial ou transcendental. Garantidamente um disco "para avariar a mioleira!".
quinta-feira, março 26, 2015
LoneLady - "Hinterland"
LoneLady é o alter-ego de Julie Campbell, uma mancuniana cujo primeiro registo "Nerve Up" editado em 2010 escapou ao meu atento radar. 5 anos após o disco debutante, Julie regressa com "Hinterland", um álbum mergulhado no legado pós-punk da sua Manchester-natal mas também no punk-funk e mutant-disco de finais da década de 70, inícios de 80.
A sombra industrial, cinzenta, e melancólica da cidade que revelou ao mundo os Joy Division faz-se notar como que um fantasma do passado se tratasse, a que não será alheio a inclusão de elementos sonoros semelhantes aos incorporados em "Unknown Pleasures", contudo este "Hinterland" fixa-se no presente como um belo exercício de conjugação de inúmeras influências sem nunca soar datado.
Para além da banda de Ian Curtis, detetamos igualmente a marca dos A Certain Ratio, Liquid Liquid, Gang of 4, E.S.G., Talking Heads, Tom Tom Club, Maximum Joy, a vertente pop melodiosa das Luscious Jackson, sem olvidar a nova pop eletrónica de Lykke Li ou Grimes, resultando num disco dançável imerso numa atmosfera próxima do urbano-depressivo. Temas como "Bunkerpop", "Groove It Out", e "(I Can See) Landscapes" são exemplos de como pegar no legado do passado e transforma-lo em algo novo e excitante.
quinta-feira, março 19, 2015
The TeleVibes
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Com uma discografia assente apenas num ep (k7) e dois meros singles todos eles em formato digital e passíveis de serem descarregados legalmente, estou em crer que esta banda vai dar o salto muito em breve (se tal não acontecer anda tudo surdo). Se apreciam Ty Segall, Thee Oh Sees, Jay Reatard, Sonny & The Sunsets, Shannon & The Clams e uma boa surfalhada, para além dos soalheiros Beach Boys, então os The TeleVibes são definitivamente uma banda que devem investigar. Toca a curtir aqui!
terça-feira, março 17, 2015
Modest Mouse - "Strangers to Ourselves"
Após um hiato de 8 anos, os Modest Mouse regressam finalmente com "Strangers To Ourselves", um disco demorado e atribulado mas que no fim de contas soa precisamente à sucessão natural do injustamente mal-amado "We Were Dead Before The Ship Even Sank." Como grande apreciador da banda que sou, confesso que receava igualmente pelo pior, mas conforme os temas iam sendo apresentados em antecipação (6 no total) a crença de que este álbum seria digno da sua já vasta discografia, tornou-se uma certeza.
Neste período de tempo que medeia os álbuns, sucederam uma variedade de situações que levaram a este anormal atraso: Johnny Marr regressou a Inglaterra, o baixista Eric Judy abandonou a banda, as gravações tiveram 5 produtores envolvidos, Isaac Brock decidiu construir um estúdio para o refazer novamente pois não estava satisfeito, constantes digressões e as reedições de "This Is A Long Drive For Someone With Nothing To Think About" e "The Lonesome Crowded West". Todas estas circunstâncias levaram muito crítico e fãs a pensar que este novo disco soaria a uma manta de retalhos ou pior ainda, seria um flop de todo o tamanho.
Outra questão que envolve regularmente os Modest Mouse diz respeito à sua sonoridade que muitos agora vêm como comercial devido ao inesperado sucesso de "Good News For People Who Love Bad News" e ao facto de pertencerem a uma major. A meu ver é tudo uma questão de criatividade e mantenho a opinião que não os considero tão acessíveis quanto os The Shins ou Death Cab For Cutie (bandas do mesmo campeonato) e ao fim de uma carreira de 20 anos é natural que uma banda tenha os seus tiques sonoros, algo bem patente em "Strangers To Ourselves" mas que não é de censurar.
À exceção de 2 a 3 temas menos conseguidos (Pistol é uma trapalhada) existem inúmeros motivos de interesse para ouvir este disco e para voltar a ver os Modest Mouse como uma banda válida e não uma mera recordação do indie da década de 90 ou banda de um disco só, e para o comprovar, fica a promessa de que o irmão deste registo será editado assim que for possível.
quarta-feira, março 11, 2015
Pope - "Fiction"
Editado esta semana, "Fiction" é o álbum de estreia dos Pope, um power-trio oriundo de Nova Orleães apostado em recuperar uma estética lo-fi tão em voga no universo alternativo da década de 90, onde não faltam as referências aos Pavement, Sebadoh, Built To Spill, Seam, Les Thugs, Dinosaur Jr., Guided By Voices, só para citar algumas.
Com uma curta existência, os Pope, compostos por Matthew Seferian, Alex Skalany e Atticus Lopez, são mais uma das novas bandas norte-americanas filiadas numa vaga que assola o underground, a resgatar as sonoridades caseiras e a edição de cassetes e vinil em contraponto à tecnologia e produção topo-de-gama que impera nos dias de hoje, à qual não será alheia a coerência da portentosa editora Community Records, onde para além dos Pope abundam novos valores como os Caddywhompus, All People, New Lands ou Donovan Wolfington nos quais Seferian também colabora.
Banda que aparenta andar em constante digressão numa carrinha mal-cheirosa mas cujo intuito é tocar o mais possível, os Pope estreiam-se em bom plano com este notável "Fiction", repleto de fuzz, velocidade punk e melodia, uma receita empregue nas 12 curtas mas concisas faixas que preenchem este disco que pode ser descarregado aqui.
segunda-feira, março 02, 2015
The Trip (Psychedelic Sounds Vol.2)
Já disponível para audição o segundo volume da mixtape "The Trip" dedicada a sonoridades psicadélicas que partem dos anos 60 até à nova vaga de bandas da atualidade.
quinta-feira, fevereiro 26, 2015
Public Service Broadcasting - "The Race For Space"
Desta feita os PSB dedicam-se à corrida ao espaço levada a cabo por americanos e russos entre 1957 e 1972, um tópico com muito para explorar mas que neste disco fica um pouco aquém das expetativas, acima de tudo porque a imagem neste caso faz toda a diferença. Ao estar ausente desta espécie de banda-sonora sentimo-nos algo à deriva em certos episódios, e não teria sido mal pensado terem concebido "The Race For Space" como um DVD.
O tiro de partida de "The Race For Space" é despoletado com uma "intro", abrindo caminho para "Sputnik" um tema electro-ambient-house em crescendo épico que balança entre os The Orb, os Gus Gus, Daft Punk e roça o Jean-Michel Jarre. Segue-se o single de apresentação "Gagarin", uma malha bem funky com direito a secção de metais e um piscar de olho aos The Go!Team. "Fire In The Cockpit" descreve a tragédia da Apollo 1 mas fico com a sensação que poderia ter sido mais desenvolvida em termos de tensão dramática.
"E.V.A." relembra a diversidade do disco debutante, na qual se destacam a batida jazzy/funk e a presença de violino e piano. Assente numa linha inicial kraftwerkiana,"The Other Side" descreve o momento de suspense quando a Apollo 8 perde temporariamente contato com a central, atingindo posteriormente um crescendo pós-roqueiro que peca pela curta duração. "Valentina", com o auxilio das vozes angelicais das Smoke Fairies, aproxima-se da pop atmosférica dos Air mas falta-lhe substância algo que a ritmada "Go!" tem em fartura com insinuações aos TV On The Radio e ao math-rock dos Battles e que poderia ter sido assinada pelos Memória de Peixe.
Chegamos ao final da viagem com "Tomorrow" mais uma faixa que peca novamente pela curta duração com um ritmo a remeter para os Stereolab com direito a xilofone, violinos e um coro. Não sendo de todo um mau disco, "The Race For Space" acaba por ser uma boa ideia à qual faltam pormenores que poderiam alterar a sua audição em algo mais de acordo com o espirito aventureiro reinante neste período.
domingo, fevereiro 22, 2015
Girl Band - "Why They Hide Their Bodies Under My Garage"
Os Girl Band são uma banda irlandesa que aos poucos têm vindo a criar um certo burburinho, principalmente desde que assinaram pela mítica editora Rough Trade, tendo publicado recentemente o delirante vídeo de "Why They Hide Their Bodies Under My Garage" um dos temas incluído no seu "The Early Years Ep" que reúne os singles "Lawman", "De Bom Bom"e respetivo lado B "I Love You" uma versão dos Beat Happening e "The Cha Cha".
Com edição prevista para Abril, este ep servirá como cartão de visita para o álbum de estreia previsto ainda para este ano. O facto deste tema ser uma versão de Blawan, um produtor de dança, revela um pouco da atitude inconformista desta formação que desde 2012 com o single "In My Head"e o ep "France 98" (ambos para download gratuito) tem vindo a refinar a sua sonoridade que tanto pisca o olho ao grunge, como ao post-punk ou ao noise-rock. Muito me engano ou vamos ouvir falar muito mais desta banda que curiosamente não inclui nenhum elemento feminino.
Com edição prevista para Abril, este ep servirá como cartão de visita para o álbum de estreia previsto ainda para este ano. O facto deste tema ser uma versão de Blawan, um produtor de dança, revela um pouco da atitude inconformista desta formação que desde 2012 com o single "In My Head"e o ep "France 98" (ambos para download gratuito) tem vindo a refinar a sua sonoridade que tanto pisca o olho ao grunge, como ao post-punk ou ao noise-rock. Muito me engano ou vamos ouvir falar muito mais desta banda que curiosamente não inclui nenhum elemento feminino.
sexta-feira, fevereiro 20, 2015
Indouro Fest!!
Foi hoje revelado o cartaz quase completo da primeira edição do Indouro Fest a decorrer nos próximos dias 2/3 de Maio na Serra do Pilar (Palco principal) e no Jardim do Morro (Palco secundário). O bilhete antecipado custa 45€ e o segundo palco é aberto ao público como mostra de novos valores da música nacional.
Destaque obviamente para a presença dos Clinic (uma das minhas bandas de eleição) mas também para o epic-post-punk dos British Sea Power, o psych-kraut dos TOY, o garage-ye-ye dos Limiñanas ou o psicadelismo via México com os Lorelle Meets The Obsolete. Um cartaz com um critério de qualidade assinalável, com muitas estreias em solo luso e com fortes hipóteses de tornar-se numa referência futura no que a festivais urbanos diz respeito.
quarta-feira, fevereiro 18, 2015
Krill - "A Distant Fist Unclenching"
"A Distant Fist Unclenching" é o terceiro álbum do trio Krill composto por Jonah Forman, Aaron Ratoff e Ian Becker, e são mais uma banda oriunda da fértil cidade de Boston que nos últimos tempos tem revelado ao mundo bandas tão recomendáveis quanto os Kal Marks, Pile e Speedy Ortiz entre outras.
Com a chancela da Exploding In Sound Records, este novo registo dos Krill revela uma banda cada vez mais entrosada e graças à excelente produção de Justin Pizzoferrato, com uma sonoridade ao nível do seu potencial.
Conhecidos pelas suas letras existencialistas, auto-depreciativas e filosóficas, o que levou alguma imprensa a rotula-los de "slacker rock", os Krill revelam uma fragilidade lírica que no entanto é suportada por um rock cuja espinha dorsal desenvolveu-se com base no post-punk, post-hardcore e indie rock que tanto remete para os Fugazi, como os Unwound, Modest Mouse, Joan of Arc, ou os já citados Kal Marks.
Algo que pode afastar ou apaixonar o ouvinte é o timbre algo "cartoonish" de Forman, próximo de um preguiçoso Gordon Gano (Violent Femmes), de um irritado Black Francis (Pixies) ou inclusive dos Ought, com os quais têm sido associados diversas vezes.
Num disco que vale como um todo, destacar faixas é algo escusado mas ainda assim "Torturer", "Tiger" ou "It Ends" são exemplos máximos de um álbum para ouvir em "repeat" aqui ou em formato físico.
quinta-feira, fevereiro 12, 2015
Enablers - "The Rightful Pivot"
Corria o ano de 2006 quando a promotora Amplificasom estreou-se nestas lides com o concerto dos Enablers no agora defunto O Meu Mercedes. Quem assistiu deve ainda recordar-se da excelente entrega da banda liderada por um expressivo Pete Simonelli que não se escusou a caminhar sobre o balcão do bar enquanto cuspia palavras encharcado em suor. Posteriormente regressaram à edição de 2011 do Amplifest na Sala 1 do Hard Club (e a pequena promotora a criar um festival de referência) mas apesar do esforço não conseguiram motivar a malta mais dada a sons pesados que aguardavam outras bandas mais do seu agrado.
Chegados a 2015 e com o recém-editado "The Rightful Pivot" debaixo do braço, os Enablers voltam a visitar território luso, desta feita no próximo mês de Março em Vila Real e Lisboa. Recomendo vivamente que estejam presentes (vou fazer por ir a Vila Real) e presenciem uma banda de veteranos na cena underground americana, cuja sonoridade vagueia pelo "so-called-post-rock" de Chicago, Slint, Swans, Nick Cave, Karate e Fugazi e com um contador de histórias extraordinário como Simonelli que tanto é narrador como encarna as personagens das suas extensas letras de uma forma visceral.
"The Rightful Pivot" é o seu quinto registo e apesar da saída do histórico baterista Doug Scharin (Codeine/June of 44/ Rex/ HiM) os Enablers continuam em grande forma como poderão comprovar no seu bandcamp. O novo baterista Sam Ospovat mostra que é um sucessor à altura, enquanto que o resto da banda revela um entrosamento digno de registo. Estão avisados!
quarta-feira, fevereiro 04, 2015
INDOURO FEST
Primeiro nome a ser anunciado para a primeira edição do InDouro Fest, que irá ocorrer nos dia 2/3 de Maio na Serra do Pilar.
É caso para exclamar ooh la la!
terça-feira, fevereiro 03, 2015
Conduct - "Fear And Desire"
"Fear And Desire" é o registo de estreia dos canadianos Conduct, um quarteto originário de Winnipeg que resulta da extinção dos desconhecidos Departures, para além da inclusão de elementos dos Tunic e Cannon Bros.
Gravado no Electrical Audio com Steve Albini a tomar conta da gravação e Bob Weston da masterização, é óbvio que quem recruta dois elementos dos Shellac sabe muito bem que sonoridade pretende que o seu disco emane, e o que exala deste "Fear And Desire" é um rock agressivo, com fundações assentes no pós-punk e hardcore com alguns apontamentos industriais e experimentais, territórios para os quais Albini e companhia têm contribuído ao longo da sua carreira, seja através de bandas ou produção.
Com alguns momentos mais óbvios e outros um pouco à deriva, no entanto "Fear And Desire" possuí argumentos mais do que suficientes para obter uma nota positiva e criar expetativas para o futuro. Apreciadores de Young Widows, Pissed Jeans, Dope Body e Metz podem e devem ouvir aqui por tempo determinado.
sexta-feira, janeiro 30, 2015
Twerps - "Range Anxiety"
Após o bem sucedido álbum homónimo editado em 2011, os australianos Twerps regressam com um sedutor segundo registo no qual a marca da histórica editora neozelandesa Flying Nun (The Chills, The Clean, The Verlaines) se faz notar assim como os catálogos da Sarah Records e da escocesa Postcard, mas a meu ver a maior influência aloja-se no grandioso cancioneiro dos conterrâneos The Go-Betweens, algo que a banda já manifestou abertamente.
"Range Anxiety" é pop por todos os poros, seja na vertente twee, jangle ou simplesmente indie, composto 12 canções que tanto remetem para os exemplos acima citados, como para a fornada C86, os subvalorizados Talulah Gosh, a simplicidade dos Beat Happening, os omnipresentes Pastels, as guitarras cristalinas dos Felt, ou exemplos mais recentes como os Veronica Falls e Real Estate, sem esquecer os momentos mais cândidos dos Yo La Tengo.
Apesar de tantas e tão óbvias referências, este disco sobressai dada a qualidade de canções como "I Don't Mind", "Back To You"(óbvio single de antecipação), "Stranger", "White Snow", e o melhor é parar por aqui, senão acabo por citar todo o alinhamento!
Atualmente em digressão com os Belle & Sebastian, estou certo que os Twerps irão conquistar inúmeros admiradores e com o ano ainda a dar os primeiros passos o disco perfeito para o próximo Verão já está escolhido.
terça-feira, janeiro 27, 2015
The Trip (Psychedelic Sounds Vol.1)
The Trip (Psychedelic Sounds Vol.1) é uma mixtape assente em sonoridades psicadélicas desde o seu inicio na década de 60 até à nova vaga que marca e bem o panorama musical. Segundo volume será lançado em breve. R.I.P. Kim Fowley.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Meat Market
A propósito de uma segmento na Out of Focus TV denominado American Music, no qual algumas novas bandas californianas revelam mais sobre si, como é o caso dos Twin Steps, dos Shannon & The Clams e do quarteto Meat Market, cujo som cativou-me e num ápice fui parar ao seu bandcamp onde o álbum de estreia datado de 2012 encontra-se disponível para download, tendo sido editado apenas em vinil pela Under The Gun Records.
Com uma sonoridade assente num garage-rock-surf-punk-pop, os Meat Market revelam-se eficientes obreiros de um cancioneiro que decerto anima qualquer festa, e pelo documentário deu para comprovar que ao vivo sabem mexer com o público e não é por acaso que já partilharam o palco com os Fidlar, Together PANGEA e Asmuteants entre outros.
Desde então apenas gravaram um single em 2013 e revelaram 2 novos temas em 2014, mas ao que apurei, este ano temos a promessa de um novo disco que aguardo com alguma expetativa.
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