Num mês que aparentava ter muita parra e pouca uva, diria que na sua recta final o cenário mudou de figura e acredito que uns quantos ficaram de fora, mas a seu tempo tratarei de os mencionar devidamente a par de outros que não foram ainda destacados desde o inicio do ano.
Já sabem que para ouvir parcial ou totalmente, basta clicar no titulo. Enjoy!
Cavern of Anti-Matter - "Hormone Lemonade"
Tim Gane (Stereolab) e comparsas prosseguem no trilho kraut que tão bons resultados obteve no anterior "Void Beats / Invocation Trex". Só pela extensa faixa de abertura "Malfunction" merecia obrigatoriamente uma menção, mas há muito mais para explorar.
Seun Kuti & Egypt 80 - "Black Times"
Dando credibilidade ao ditado de que "filho de peixe sabe nadar", o mais novo do clã Kuti prossegue as pisadas do seu pai, o malogrado Fela Kuti, na denuncia de corrupção e outros males que assola a Nigéria e um pouco por todo o mundo, apoiado pelos Egypt 80, uma imparável máquina de ritmo que outrora acompanharam o seu pai.
Sidi Touré - "Toubalbero"
"Toubalbero" é o quarto registo deste conceituado músico oriundo do Mali para a Thrill Jockey, numa tendência bem mais eléctrica que os anteriores, resultado de uma jovem banda de apoio. Mais um bom exemplo do "rock global" que tem surgido no continente africano.
The Breeders - "All Nerve"
Terceiro álbum que a banda edita neste século e definitivamente melhor que "Title TK" e "Mountain Battles". Para tal contribui o facto de ser a mesma formação que gravou o icónico "Last Splash" e aquela produção crua do "POD". Um regresso que se saúda.
The Messthetics - "The Messthetics"
A secção rítmica dos influentes Fugazi, Joe Lally e Brendan Canty, unem a sua química ao guitarrista de jazz / experimental Anthony Pirog e o resultado é um viciante e estimulante disco instrumental que incorpora diversas nuances sonoras sem nunca se fixar em nenhum delas.
Whyte Horses - "Empty Words"
Após a agradável surpresa com "Pop Or Not" (2015), os mancunianos Whyte Horses regressam com mais um colorido cocktail pop elaborado a partir de variados ingredientes. À falta de adjectivos para os classificar diria que soam ao cruzamento entre os Belle & Sebastian e os The Go!Team.
Yo La Tengo - "There's A Riot Going On"
Com uma abordagem diferente assente em muitas horas de gravação retalhadas de modo a formular canções dignas do seu cancioneiro, os Yo La Tengo editam um disco mais intimista e ambiental mas sempre com aquele selo de garantia que faz deles uma das poucas bandas na qual acredito piamente que nunca irão editar um mau disco e este está a muitas milhas de o ser.
Mauscovic Dance Band - "Down In The Basement EP"
Com o carimbo de qualidade da Soundway surge o primeiro ep desta formação radicada em Amesterdão cuja sonoridade vem rotulada de uma fusão de cumbia com ritmos afro-caribenhos e space-disco, ao qual acrescentaria laivos mutant-disco do catálogo da fundamental ZE Records.
Peggy Gou - "Once"
Se porventura é raro ver exemplos de música electrónica de cariz mais dançável nas minhas sugestões não significa que tal não suceda, e para o provar apresento-vos o ep "Once" desta coreana a residir em Berlim que em apenas 3 faixas toca numa data de bases (electro, house, techno, leftfield disco e ritmos africanos) de forma convincente!
Rose Mercie - "Rose Mercie"
As Rose Mercie são um quarteto francês que finalmente edita o seu primeiro longa-duração. Sim, nota-se a influência das Electrelane assim como de outras bandas post-punk lideradas por vozes femininas, contudo existe por aqui criatividade mais do que suficiente para serem motivo de destaque.
Altin Gün - "On"
Tal como a Mauscovic Dance Band, os Altin Gün estão radicados igualmente na capital holandesa e partilham os préstimos de Nic Mauscovic, todavia a sua sonoridade versa a folk de contornos psicadélicos turca numa tentativa bem sucedida de recuperar velhas melodias às quais adicionam elementos de outros géneros, resultando numa nova vida para estas canções.
FACS - "Negative Houses"
Das cinzas dos Disappears, formação post-punk outrora louvada por aqui, surgem os FACS que a meu ver prosseguem com uma matriz sonora similar à anterior banda, à qual adicionam uma componente mais experimental sempre num ambiente sombrio e sufocante entre os Swans e os The Cure.
Sons of Kemet - "Your Queen Is A Reptile"
Convertido à causa após um delirante concerto na edição de 2016 do Milhões de Festas, o novo registo dos Sons of Kemet, liderados pelo inovador Shabaka Hutchings e com o imponente selo da Impulse, é um disco politizado onde o jazz, soca, afrobeat, dub e até grime são matéria-prima para um disco que decerto figurará em muitas listas dos melhores deste ano.
Holy Wave - "Adult Fear"
Os psicadélicos texanos Holy Wave editam o seu terceiro álbum com os teclados a comandar amiúde as operações em temas envoltos numa bruma algo melancólica, letárgica e sonhadora, a espaços a tender para o shoegaze.
terça-feira, abril 03, 2018
segunda-feira, março 26, 2018
Global Sounds Vol.4
01 - "Persian Love" - Holger Czukay 02 - "Soweto" - Malcolm McLaren 03 - "Yere Faga" - Oumou Sangaré 04 - "Afro-Blues" - Orlando Julius & The Afro Sounders 05 - "Bamako" - Songhoy Blues 06 - "Papigo" - Kocani Orkestar 07 - "Popilation Basse-Terrienne au Abois" - Ti Celeste 08 - "Big Band La Sonné" - Jean-Michel Cabrimol 09 - "Negra Leono" - Miguelito Valdés 10 - "I'm Running (Nya Fehe)" - Ibibio Sound Machine 11 - "Bark And Bite" - Fool's Gold 12 - "Mindkilla" - Gang Gang Dance 13 - "Fa'waka, Pt. 1" - Dany Play
sexta-feira, março 02, 2018
Sugestões Fevereiro 2018
Conforme prometido no texto introdutório do mês anterior publicar uma lista de sugestões auditivas, apresento-vos o apanhado do mês de Fevereiro na esperança que desperte o vosso interesse. Já sabem que os textos são telegráficos e que clicando nos títulos dos discos os poderão apreciar parcialmente ou na integra. Enjoy!
Kal Marks - "Universal Care"
Terceiro registo deste trio de Boston que não me canso de elogiar. "Universal Care" não altera muito as coordenadas sonoras que a banda tem vindo a seguir, num disco onde porventura figuram os temas mais agressivos e intimistas do seu cancioneiro e no qual a voz singular de Carl Shane abre ainda mais o leque.
Anna Burch - "Quit The Curse"
Cativante disco de estreia de Anna Burch outrora elemento das obscuras bandas Frontier Ruckus e Failed Flowers. "Quit The Curse" é um disco sobre relações e em termos sonoros remete para um indie com escola na década de 90 (Liz Phair, Helium, Cranberries, That Dog).
Chemtrails - "Calf Of The Sacred Cow"
Mais um álbum de estreia, deita feita pelos londrinos Chemtrails praticantes de um enérgico garage-noisy-power-pop no qual sobressai a combinação vocal dos seus elementos femininos.
Holy Motors - "Slow Sundown"
Do mestre Morricone passando pelo universo Lynchiano, do alt-country dos Cowboy Junkies ao dream-pop vagaroso dos Mazzy Star, sem esquecer umas pitadas shoegaze da escola Slowdive, assim se pode resumir o disco de estreia dos estónios Holy Motors.
Shannon & The Clams - "Onion"
Ao quinto álbum os Shannon & The Clams decidem entregar-se a Dan Auerbach (Black Keys) que os contratou para a sua Easy Eyes Sounds, produziu "Onion" no seu estúdio e ainda os convidou para partilhar datas em digressão. Nota-se que algumas arestas foram limadas e o som enriquecido mas felizmente a banda mantêm o seu charme habitual.
James Hunter Six - "Whatever It Takes"
Novo registo do veterano britânico James Hunter cuja carreira sofreu um valente empurrão graças à sempre atenta Daptone. Este contagiante registo balança entre a vintage soul, o R&B e o northern soul com uma produção cinco estrelas.
Orielles - "Silver Dollar Moment"
Disco no qual a imprensa depositava grandes expectativas, a estreia em longa-duração do trio Orielles resulta num revisitar da sonoridade baggy tão em voga na febre da Madchester, aliada a um indie-pop fornada C-86, disco/funk, britpop clássico, num todo que soa revigorante na maioria dos temas mas que a meu ver ainda precisa de elaborar melhor as suas inúmeras ideias.
Insecure Men - "Insecure Men"
Após ter sido convidado a sair dos Fat White Family por questões relacionadas com o seu vicio, Saul Ademczewski tratou de se desintoxicar e regressou às lides musicais com o seu amigo e membro dos Childhood, Ben Romans-Hopcraft como Insecure Men, um projecto que possui vários pontos em comum com os FWF mas aos quais se adiciona uma maior propensão pop, elementos de exótica, synthpop dos 80 e pinceladas de banda-sonora de filme foleiro graças à inclusão do saxofone e por estranho que pareça, resulta muito bem.
Sunwatchers - "II"
Disco abertamente politico como se pode constatar facilmente pela capa e cujas vendas reverte a favor de associações de defesa dos direitos humanos, o novo registo deste colectivo sediado em Brooklyn tem free-jazz, no wave noise, pormenores étnicos e ondas psicadélicas, não sendo obviamente um disco de fácil assimilação, vale a pena o esforço.
Mamuthones - "Fear On The Corner"
De acordo com o press-release este disco assenta em dois importantes registos "Fear of Music" dos Talking Heads e "On The Corner" de Miles Davis. Que conseguiram captar a sua influência não duvido, contudo por entre wah-wahs psicadélicos, percussões étnicas, motorik, e electrónica a tender para o disco a banda italiana acaba por soar aos Can cruzados com Six Finger Satellite, o que não deixa de ser entusiasmante.
Totally Mild - "Her"
"Her", segundo álbum deste quarteto australiano liderado pela voz cristalina de Elizabeth Mitchell, navega em águas pop seja mais sonhadora ou direta ao bater do pé. Apreciadores de Alvvays, Headlights e Camera Obscura podem e devem picar aqui o ponto.
Imarhan - "Temet"
Após a estreia auspiciosa em 2016, os argelinos Imarhan retornam com um fulgurante novo disco assente na sua nativa sonoridade Tuareg à qual adicionam vários elementos como funk, disco e rock com um fuzz psicadélico irresistível.
Phobophobes - "Miniature World"
Após alguns anos atribulados com várias alterações de membros e até o falecimento de um deles, os londrinos Phobophobes editam finalmente o seu álbum debutante. A sua descrição é algo complexa dado estarmos perante mais um caso de pop esquizofrénica com pitadas de surf, glam e post-punk com um sentido de humor sarcástico. A descobrir com urgência!
Kal Marks - "Universal Care"
Terceiro registo deste trio de Boston que não me canso de elogiar. "Universal Care" não altera muito as coordenadas sonoras que a banda tem vindo a seguir, num disco onde porventura figuram os temas mais agressivos e intimistas do seu cancioneiro e no qual a voz singular de Carl Shane abre ainda mais o leque.
Anna Burch - "Quit The Curse"
Cativante disco de estreia de Anna Burch outrora elemento das obscuras bandas Frontier Ruckus e Failed Flowers. "Quit The Curse" é um disco sobre relações e em termos sonoros remete para um indie com escola na década de 90 (Liz Phair, Helium, Cranberries, That Dog).
Chemtrails - "Calf Of The Sacred Cow"
Mais um álbum de estreia, deita feita pelos londrinos Chemtrails praticantes de um enérgico garage-noisy-power-pop no qual sobressai a combinação vocal dos seus elementos femininos.
Holy Motors - "Slow Sundown"
Do mestre Morricone passando pelo universo Lynchiano, do alt-country dos Cowboy Junkies ao dream-pop vagaroso dos Mazzy Star, sem esquecer umas pitadas shoegaze da escola Slowdive, assim se pode resumir o disco de estreia dos estónios Holy Motors.
Shannon & The Clams - "Onion"
Ao quinto álbum os Shannon & The Clams decidem entregar-se a Dan Auerbach (Black Keys) que os contratou para a sua Easy Eyes Sounds, produziu "Onion" no seu estúdio e ainda os convidou para partilhar datas em digressão. Nota-se que algumas arestas foram limadas e o som enriquecido mas felizmente a banda mantêm o seu charme habitual.
James Hunter Six - "Whatever It Takes"
Novo registo do veterano britânico James Hunter cuja carreira sofreu um valente empurrão graças à sempre atenta Daptone. Este contagiante registo balança entre a vintage soul, o R&B e o northern soul com uma produção cinco estrelas.
Orielles - "Silver Dollar Moment"
Disco no qual a imprensa depositava grandes expectativas, a estreia em longa-duração do trio Orielles resulta num revisitar da sonoridade baggy tão em voga na febre da Madchester, aliada a um indie-pop fornada C-86, disco/funk, britpop clássico, num todo que soa revigorante na maioria dos temas mas que a meu ver ainda precisa de elaborar melhor as suas inúmeras ideias.
Insecure Men - "Insecure Men"
Após ter sido convidado a sair dos Fat White Family por questões relacionadas com o seu vicio, Saul Ademczewski tratou de se desintoxicar e regressou às lides musicais com o seu amigo e membro dos Childhood, Ben Romans-Hopcraft como Insecure Men, um projecto que possui vários pontos em comum com os FWF mas aos quais se adiciona uma maior propensão pop, elementos de exótica, synthpop dos 80 e pinceladas de banda-sonora de filme foleiro graças à inclusão do saxofone e por estranho que pareça, resulta muito bem.
Sunwatchers - "II"
Disco abertamente politico como se pode constatar facilmente pela capa e cujas vendas reverte a favor de associações de defesa dos direitos humanos, o novo registo deste colectivo sediado em Brooklyn tem free-jazz, no wave noise, pormenores étnicos e ondas psicadélicas, não sendo obviamente um disco de fácil assimilação, vale a pena o esforço.
Mamuthones - "Fear On The Corner"
De acordo com o press-release este disco assenta em dois importantes registos "Fear of Music" dos Talking Heads e "On The Corner" de Miles Davis. Que conseguiram captar a sua influência não duvido, contudo por entre wah-wahs psicadélicos, percussões étnicas, motorik, e electrónica a tender para o disco a banda italiana acaba por soar aos Can cruzados com Six Finger Satellite, o que não deixa de ser entusiasmante.
Totally Mild - "Her"
"Her", segundo álbum deste quarteto australiano liderado pela voz cristalina de Elizabeth Mitchell, navega em águas pop seja mais sonhadora ou direta ao bater do pé. Apreciadores de Alvvays, Headlights e Camera Obscura podem e devem picar aqui o ponto.
Imarhan - "Temet"
Após a estreia auspiciosa em 2016, os argelinos Imarhan retornam com um fulgurante novo disco assente na sua nativa sonoridade Tuareg à qual adicionam vários elementos como funk, disco e rock com um fuzz psicadélico irresistível.
Phobophobes - "Miniature World"
Após alguns anos atribulados com várias alterações de membros e até o falecimento de um deles, os londrinos Phobophobes editam finalmente o seu álbum debutante. A sua descrição é algo complexa dado estarmos perante mais um caso de pop esquizofrénica com pitadas de surf, glam e post-punk com um sentido de humor sarcástico. A descobrir com urgência!
Noughties Pop Gems #3
01 - "Young Love" - Mystery Jets & Laura Marling 02 - "Comeback" - Shout Out Louds 03 - "Such Great Heights" - Postal Service 04 - "Playgirl" - Ladytron 05 - "Come On Let's Go" - Broadcast 06 - "Edge Of The Ocean" - Ivy 07 - "My Sunken Treasure" - Duke Spirit 08 - "Click, Click, Click, Click" - Bishop Allen 09 - "Weak" - Petter & The Pix 10 - "Jacqueline" - The Coral 11 - "The Way You Walk" - Papas Fritas 12 - "Catch My Disease" - Ben Lee 13 - "Working Girls (Sunlight Shines)" - Pernice Brothers 14 - "Every Moment" - Rogue Wave 15 - "Where Damage Isn't Already Done" - The Radio Dept. 16 - "Young Adult Friction" - Pains Of Being Pure At Heart 17 - "Magic Touch" - Golden Silvers 18 - "Yea Yeah" - Matt & Kim 19 - "Fascination" - Alphabeat 20 - "Transgressions" - Go-Kart Mozart
terça-feira, fevereiro 27, 2018
Edu (Mouco) & Mar Superior present "Songs From The Old House #10
01 - "Lolita Elle" - Jack 02 - "That Leaving Feeling" - Stuart A. Staples & Lhasa 03 - "Without a Sound" - Spain 04 - "Just Make It Stop" - Low 05 - "Some Blue Morning" - Adrian Crowley 06 - "Ordinary Day (Un Jour Comme Les Autres)" - Perry Blake & Nancy Danino 07 - "Late Night Partner" - Ed Harcourt 08 - "Summer In Siam" - Pogues 09 - "I Love You More Than You'll Never Know" - Donny Hathaway 10 - "If You Don't Want My Love" - Bobby Womack 11 - "Reminisce (Part Two)" - Dexy's Midnight Runners 12 - "Good Feeling" - Violent Femmes 13 - "He Didn't" - The 6ths (with Bob Mould) 14 - "Seems So Long Ago, Nancy" - Scott Matthews 15 - "His Master's Voice" - Monsters of Folk 16 - "Each Coming Night" - Iron & Wine
terça-feira, janeiro 30, 2018
Sugestões Janeiro 2018
Aproveitando a velha máxima de "ano novo, vida nova", decidi tomar algumas resoluções entre as quais a tradicional deixar de fumar e de mensalmente redigir um apanhado das novidades discográficas do meu agrado, de modo a não perder o fio à meada, tendo em conta a infindável quantidade de edições que num só mês são publicadas.
Os textos serão telegráficos e clicando no titulo terão acesso à audição o mais completa possível nas seguintes plataformas (Bandcamp, Youtube, Mixcloud).
Dirtmusic - "Bur Bir Ruya"
Quinto registo deste curioso projecto liderado por Chris Eckman (Walkabouts) e Hugo Race (Bad Seeds) com inclinação para sonoridades globais em fusão com a cultura ocidental. Desta feita contaram com a preciosa colaboração de Murat Ertel dos psicadélicos turcos Baba Zula.
Django Django - "Marble Skies"
Terceiro registo desta pandilha escocesa que volta aos trilhos após ter descarrilado com "Born Under Saturn". Não possui a magia do disco debutante mas alberga trunfos suficientes para voltar a surgir no radar.
Khruangbin - "Con Todo El Mundo"
Segundo álbum deste trio texano com uma sonoridade algo complicada de descrever, assente em soul, funk, dub, psicadelismo e diversas influências globais com destaque para a musica proveniente do Irão e Turquia. Tudo isto numa toada lânguida e essencialmente instrumental.
No Age - "Snares Like A Haircut"
Este ruidoso duo americano retorna ao ativo após cinco anos de ausência, no qual aproveitaram para explorar outras vertentes e acima de tudo repensar a sua carreira. Alternando entre o noisy-punk e o arty/ experimental muitas vezes no mesmo tema, num regresso que se saúda.
Salad Boys - "This Is Glue"
Os neozelandeses Salad Boys editam o seu segundo disco de originais após a estreia com o irresistível "Metalmania". Os ingredientes continuam todos com a dosagem ideal de college rock, jangle pop e o legado da Flying Nun.
Shame - "Songs Of Praise"
Um dos discos mais aguardados deste ano, a estreia destes britânicos que por curiosidade tocaram na piscina da mais recente edição do Milhões de Festas e que decerto irão surgir em destaque nos festivais a decorrer este ano, não desilude com o seu enérgico post-punk, contudo vislumbram-se alguns indícios de um preocupante rock de arena. A ver se não descambam.
Shopping - "The Official Body"
Por falar em post-punk, o estimulante trio Shopping edita o seu terceiro álbum seguindo as coordenadas bailantes dos anteriores e o resultado final, como seria de esperar, é contagiante e porventura o melhor que já produziram.
The Limiñanas - "Shadow People"
A esta altura do campeonato creio não ser necessário descrever a sonoridade dos gauleses que dadas as suas influências nunca criarão um mau disco, contudo este "Shadow People" oscila um pouco em termos de qualidade, com vários convidados a dar o seu contributo vocal numa primeira parte, estando o mais relevante reservado para o lado B.
Seazoo - "Trunks"
Confessos admiradores de bandas como Super Furry Animals, Grandaddy, Yo La Tengo e Pavement, o disco de estreia desta formação galesa não é de todo inovador mas possuí aquela sinceridade de quem tenta dar o seu melhor aliada ao prazer de conseguirem editar algo, não se dando nada mal com essa atitude.
The Spook School - "Could It Be Different"
Quando se edita um álbum pela Slumberland e a banda é proveniente da Escócia, é certo e sabido que a sua sonoridade é indie-pop, algo que os Spook School concretizam com eficiência sem exageros de sacarina e com forte pendor para bater o pezinho!
Tune-Yards - "I Can Feel You Creep Into My Private Life"
Quarto registo deste projecto liderado por Merrill Garbus, quiçá o mais acessível em termos sonoros mas cujo conteúdo lírico aponta para uma profunda reflexão politica sobre a América actual.
V/A - "Post-Trash: Volume Three"
O deveras recomendável site Post-Trash publicou recentemente a sua terceira compilação de beneficência, desta feita em auxilio das vitimas do furacão Maria que devastou o Porto Rico. São 51 faixas de bandas e artistas que merecem a vossa atenção e se possível o vosso contributo para a causa.
Os textos serão telegráficos e clicando no titulo terão acesso à audição o mais completa possível nas seguintes plataformas (Bandcamp, Youtube, Mixcloud).
Dirtmusic - "Bur Bir Ruya"
Quinto registo deste curioso projecto liderado por Chris Eckman (Walkabouts) e Hugo Race (Bad Seeds) com inclinação para sonoridades globais em fusão com a cultura ocidental. Desta feita contaram com a preciosa colaboração de Murat Ertel dos psicadélicos turcos Baba Zula.
Django Django - "Marble Skies"
Terceiro registo desta pandilha escocesa que volta aos trilhos após ter descarrilado com "Born Under Saturn". Não possui a magia do disco debutante mas alberga trunfos suficientes para voltar a surgir no radar.
Khruangbin - "Con Todo El Mundo"
Segundo álbum deste trio texano com uma sonoridade algo complicada de descrever, assente em soul, funk, dub, psicadelismo e diversas influências globais com destaque para a musica proveniente do Irão e Turquia. Tudo isto numa toada lânguida e essencialmente instrumental.
No Age - "Snares Like A Haircut"
Este ruidoso duo americano retorna ao ativo após cinco anos de ausência, no qual aproveitaram para explorar outras vertentes e acima de tudo repensar a sua carreira. Alternando entre o noisy-punk e o arty/ experimental muitas vezes no mesmo tema, num regresso que se saúda.
Salad Boys - "This Is Glue"
Os neozelandeses Salad Boys editam o seu segundo disco de originais após a estreia com o irresistível "Metalmania". Os ingredientes continuam todos com a dosagem ideal de college rock, jangle pop e o legado da Flying Nun.
Shame - "Songs Of Praise"
Um dos discos mais aguardados deste ano, a estreia destes britânicos que por curiosidade tocaram na piscina da mais recente edição do Milhões de Festas e que decerto irão surgir em destaque nos festivais a decorrer este ano, não desilude com o seu enérgico post-punk, contudo vislumbram-se alguns indícios de um preocupante rock de arena. A ver se não descambam.
Shopping - "The Official Body"
Por falar em post-punk, o estimulante trio Shopping edita o seu terceiro álbum seguindo as coordenadas bailantes dos anteriores e o resultado final, como seria de esperar, é contagiante e porventura o melhor que já produziram.
The Limiñanas - "Shadow People"
A esta altura do campeonato creio não ser necessário descrever a sonoridade dos gauleses que dadas as suas influências nunca criarão um mau disco, contudo este "Shadow People" oscila um pouco em termos de qualidade, com vários convidados a dar o seu contributo vocal numa primeira parte, estando o mais relevante reservado para o lado B.
Seazoo - "Trunks"
Confessos admiradores de bandas como Super Furry Animals, Grandaddy, Yo La Tengo e Pavement, o disco de estreia desta formação galesa não é de todo inovador mas possuí aquela sinceridade de quem tenta dar o seu melhor aliada ao prazer de conseguirem editar algo, não se dando nada mal com essa atitude.
The Spook School - "Could It Be Different"
Quando se edita um álbum pela Slumberland e a banda é proveniente da Escócia, é certo e sabido que a sua sonoridade é indie-pop, algo que os Spook School concretizam com eficiência sem exageros de sacarina e com forte pendor para bater o pezinho!
Tune-Yards - "I Can Feel You Creep Into My Private Life"
Quarto registo deste projecto liderado por Merrill Garbus, quiçá o mais acessível em termos sonoros mas cujo conteúdo lírico aponta para uma profunda reflexão politica sobre a América actual.
V/A - "Post-Trash: Volume Three"
O deveras recomendável site Post-Trash publicou recentemente a sua terceira compilação de beneficência, desta feita em auxilio das vitimas do furacão Maria que devastou o Porto Rico. São 51 faixas de bandas e artistas que merecem a vossa atenção e se possível o vosso contributo para a causa.
segunda-feira, janeiro 22, 2018
Made in France (21st Century)
01 - "(You Can't Blame It On) Anybody" - Phoenix
02 - "Weeping Willow" - Sebastien Schuller
03 - "Too Much Love" - Experience
04 - "The Sword" - Slift
05 - "Shiny Star" - Colder
06 - "Somebody New" - Tahiti 80
07 - "Indécise" - Coralie Clément
08 - "Pas de Bras, Pas de Chocolat" - Bertrand Betsch
09 - "Me And Madonna" - Blackstrobe
10 - "My Black Sabbath" - Limiñanas
11 - "Natation Synchronisée" - Vincent Delerm
12 - "Bristol" - Herman Dune
13 - "Pré-histoire" - 2024
14 - "Chaise à Tokyo" - Benjamin Biolay
15 - "Je Me Souviens, Je Me Rapelle" - Daniel Darc
16 - "Noyés Dans La Masse" - Autour De Lucie
segunda-feira, janeiro 08, 2018
Edu (Mouco) & Ex-Lion Tamer present "Do Androids Dream of Electro Mixtapes? (vol.2)"
01 - SPK - "Metal Dance" 02 - Alien Sex Fiend - "Comatose (Remix)" 03 - Liaisons Dangereuses - "Los Niños Del Parque" 04 - Add N To (X) - "Metal Fingers In My Body" 05 - Skinny Puppy - "Far Too Frail" 06 - Shamen - "Jesus Loves Amerika" 07 - Section 25 - "Looking From A Hilltop" 08 - New Order - "Shellshock" 09 - Yello - "Oh Yeah" 10 - Art Of Noise - "Legacy" 11 - Knife - "Heartbeats" 12 - Chicks On Speed - "We Don't Play Guitars" 13 - LCD Soundsystem - "Tribulations" 14 - Stereo Total - "Musique Automatique" 15 - Soft Cell - "Bedsitter" 16 - He Said - "Pump"
sexta-feira, dezembro 22, 2017
Sugestões Auditivas 2017 (2º Semestre)
Elaborado o balanço do primeiro semestre, é então altura de destacar uns quantos registos que nesta segunda parte de 2017 seduziram os ouvidos do Mouco. Como sempre é uma tarefa árdua tendo em conta o volume de edições que assola o panorama musical. Ainda assim, não quis deixar de fora estas sugestões, na esperança que desperte a vossa atenção.
(Para audição basta clicar no titulo)
Alvvays - "Antisocialites"
Confesso que às primeiras audições senti-me algo desiludido com o novo álbum da banda canadiana. Voltei à carga recentemente, e sim, os Alvvays conseguiram superar a barreira do difícil segundo disco, mantendo uma matriz sonora semelhante com algumas nuances.
Chain & The Gang - "Experimental Music"
Ian Svenonius não consegue parar e para além de ter editado o seu projecto a solo sob a designação Escape-ism, gravou porventura o mais acessível e bem-sucedido registo dos Chain & The Gang.
A par dos Priests que editaram o poderoso "Nothing Feels Natural" que escapou ao meu radar aquando do balanço do primeiro semestre, os Downtown Boys são das mais entusiasmantes bandas punk da atualidade. Atentem a temas como "A Wall" ou "Somos Chulas (No Somos Pendejas) e percebem facilmente o motivo da sua inclusão.
Duds - "Of A Nature Or Degree"
Oriundos de Manchester, os Duds não escaparam ao radar da editora americana Castle Face de John Dwyer dos Thee Oh Sees, que neles vislumbraram o espírito post-punk com os Wire à cabeça do pelotão em temas curtos mas repletos de texturas.
Girl Ray - "Earl Grey"
Estreia auspiciosa deste trio feminino inglês, a revelar uma maturidade sonora incomum num disco debutante. Indie psych-folk-pop algures entre os Gorky's Zygotic Minci e as Electrelane.
His Electro Blue Voice - "Mental Hoop"
4 anos após o visceral "Ruthless Sperm", esta formação italiana regressa com similar impacto na sua conjugação sonora noise-kraut-rock com inclinação post-punk.
Madonnatron - "Madonnatron"
Mais um disco de estreia feminino, perfeito para noites de Halloween dada a vertente dark bem evidente nos títulos de diversos temas, contudo a panóplia sonora nele contido assim como o uso de humor, afastam-nas de serem catalogadas como uma banda gótica.
Melkbelly - "Nothing Valley"
Um cruzamento entre os Lightning Bolt e Breeders poderá ser uma possível descrição da sonoridade desta banda de Chicago que combina melodia, ruído e estruturas pouco convencionais de uma forma vencedora.
Dos vários registos por aqui destacados com o rótulo post-punk, este decerto é o mais acessível, apesar da urgência com que os temas se sucedem, existe sempre espaço para a melodia se destacar. Bónus para a capa, quiçá a mais cativante deste ano.
Já não é a primeira vez que uso esta expressão, mas não resisto em voltar a referir que esta é daquelas bandas que na década de 90 decerto faria parte do catálogo da Touch & Go, dada a sua conjugação de indie-rock sónico e emergente post-hardcore.
Um crime esta banda ter terminado! Para despedida disponibilizaram este disco para descarga gratuita. Quanta bondade e quanta qualidade!
A banda de Detroit continua a manter a fasquia elevada e apesar de abusar nas semelhanças aos The Fall, conquista novos fiéis a cada nova edição.
Esta banda londrina alia uma mensagem e visual ecológicos a uma sonoridade que ataca em várias frentes. Se com este primeiro álbum obtiveram algum reconhecimento, estou certo que ainda darão muito mais que falar com o sucessor.
O disco debutante deste quarteto escocês deambula entre o jangle-indie-pop e o lo-fi-indie-rock. Contou com a produção de Edwyn Collins em alguns temas e foi editado pela Geographic de Stephen Pastel. Tudo certo aqui.
Os veteranos do noise-rock não abrandam e retornam com mais uma dose de rock visceral alicerçada na sua fúria com o panorama politico americano.
(Para audição basta clicar no titulo)
Alvvays - "Antisocialites"
Confesso que às primeiras audições senti-me algo desiludido com o novo álbum da banda canadiana. Voltei à carga recentemente, e sim, os Alvvays conseguiram superar a barreira do difícil segundo disco, mantendo uma matriz sonora semelhante com algumas nuances.
Chain & The Gang - "Experimental Music"
Ian Svenonius não consegue parar e para além de ter editado o seu projecto a solo sob a designação Escape-ism, gravou porventura o mais acessível e bem-sucedido registo dos Chain & The Gang.
Downtown Boys - "Cost Of Living"
A par dos Priests que editaram o poderoso "Nothing Feels Natural" que escapou ao meu radar aquando do balanço do primeiro semestre, os Downtown Boys são das mais entusiasmantes bandas punk da atualidade. Atentem a temas como "A Wall" ou "Somos Chulas (No Somos Pendejas) e percebem facilmente o motivo da sua inclusão.
Duds - "Of A Nature Or Degree"
Oriundos de Manchester, os Duds não escaparam ao radar da editora americana Castle Face de John Dwyer dos Thee Oh Sees, que neles vislumbraram o espírito post-punk com os Wire à cabeça do pelotão em temas curtos mas repletos de texturas.
Girl Ray - "Earl Grey"
Estreia auspiciosa deste trio feminino inglês, a revelar uma maturidade sonora incomum num disco debutante. Indie psych-folk-pop algures entre os Gorky's Zygotic Minci e as Electrelane.
His Electro Blue Voice - "Mental Hoop"
4 anos após o visceral "Ruthless Sperm", esta formação italiana regressa com similar impacto na sua conjugação sonora noise-kraut-rock com inclinação post-punk.
Madonnatron - "Madonnatron"
Mais um disco de estreia feminino, perfeito para noites de Halloween dada a vertente dark bem evidente nos títulos de diversos temas, contudo a panóplia sonora nele contido assim como o uso de humor, afastam-nas de serem catalogadas como uma banda gótica.
Melkbelly - "Nothing Valley"
Um crime esta banda ter terminado! Para despedida disponibilizaram este disco para descarga gratuita. Quanta bondade e quanta qualidade!
A banda de Detroit continua a manter a fasquia elevada e apesar de abusar nas semelhanças aos The Fall, conquista novos fiéis a cada nova edição.
Esta banda londrina alia uma mensagem e visual ecológicos a uma sonoridade que ataca em várias frentes. Se com este primeiro álbum obtiveram algum reconhecimento, estou certo que ainda darão muito mais que falar com o sucessor.
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