domingo, agosto 14, 2016

Surf Rock Revival!

01."Put Your Finger in the Socket [Maximum Voltage Version]" - Man Or Astro Man? 02."Tailspin" - Los Straitjackets 03."War of the Satellites" - The Bomboras 04."Haulin' Hearse" - The Ghastly Ones 05."Gravewalk" - Satan's Pligrims 06."Interstate Death Toll" - Huevos Rancheros 07."Bullet" - The Reverend Horton Heat 08."Echo Rocket 66" - Royal Fingers 09."Aoi Hoshikuzu" - Wild Sammy & The Royaltones 10."Constellation 814" - Aqua Vista 11."Transylvanian Orbit" - Space Cossacks 12."Il Padrino" - The Anacondas 13."Swanlake" - The Looney Tunes 14."Tico-Tico" - Tailgators 15."Seville" - Teisco Del Rey 16."Frontal Lobotomy" - Dr. Frankenstein 17."Sabre Jet" - Ralph Rebel 18."Space Twist 2010" - The Dynotones 19."Take A Look At The Spacy Men Drinkin' Astro Cocktails & Eatin' Their Frushtuk In A Rocket" - The Slow Slushy Boys 20."Suicide Bay" - The Halibuts 21."Having an Average Weekend" - Shadowy Men on a Shadowy Planet 22."Wait Until Spring, Bandini" - The Makers 23."Point of No Return" - Euroboys 24."Fadeaway" - Laika & The Cosmonauts

domingo, julho 31, 2016

Summer Tape 2016

01."Get It Right" - Braves 02."Smash" - Varsity 03."Honeydew" - Dazy Crown 04."Breathless" - Diet Cig 05."Sinister" - Frankie Cosmos 06."Holy Day" - Motorama 07."Vacation" - Simen Mitlid 08."Moby Dick" - Gurr 09."Midnight Lovers" - New Swears 10."Yr Horoscope" - Sea Pinks 11."The Way Things Should Be" - Modern Nomad 12."Ice Cream (On My Own)" - Goon Sax 13."Bone" - King Gizzard And The Lizard Wizard 14."Keep Swimming" - Soda Shop 15."Mess Of Me" - Malandros 16."Zookeeper" - Petite League 17."Easier Said" - Sunflower Bean 18."Out of Mind" - DIIV 19."Airport Bar" - Martin Courtney 20."Here's No Use" - Salad Boys

quinta-feira, julho 14, 2016

Bambara - "Swarm"


Recordo-me de ter ficado deveras impressionado com a atuação dos Bambara aquando da sua passagem pelo Porto em 2013 como banda de suporte aos A Place To Bury Strangers, e desde então tenho aguardado pelo sucessor do debutante "Dreamviolence". "Swarm" foi um parto complicado tendo em conta várias contrariedades que a banda sofreu, no entanto, souberam dar a volta e com o precioso auxilio na produção de Ben Greenberg (Uniform) e o resultado final é deveras compensador.

Desde logo o maior destaque neste registo incide no espaço dado à voz de Reid Bateh, desta feita bem mais audível e a revelar-se uma enorme surpresa. Qual filho bastardo de Nick Cave à procura de reconhecimento, Reid e as suas letras tingidas a negro são agora bem mais perceptíveis e com isso a banda alcançou uma intensidade que outrora encontrava-se submergida em ruído.
Todavia, não fiquem com a ideia que a banda abandonou o seu característico noise-rock / post-punk em detrimento de baladas sobre assassinos, nada disso, prosseguem dentro da mesma matriz contudo o seu som é agora mais nítido e a utilização de loops mais criteriosa.

Ao longo das doze faixas que compõem "Swarm" detetamos a influência dos The Birthday Party, Swans, Bad Seeds, Sonic Youth, Scientists, Gallon Drunk, Cramps, Gun Club ou semelhanças com os Disappears, Destruction Unit, Iceage e até os Girl Band, pontuadas por guitarras a roçar o psychobilly, o cowpunk ou em constante frenesim, ambiências industriais por vezes a deslizar para território gótico, num todo que resulta num disco denso, claustrofóbico, rico em texturas, ao qual voltamos com o mesmo prazer.

quinta-feira, junho 30, 2016

Swans - "The Glowing Man"


Com uma carreira que ascende a mais de 30 anos, encerra-se com este "The Glowing Man" mais um capitulo na vasta e turbulenta discografia dos Swans sempre com Michael Gira a comandar as operações. Esta nova fase que se iniciou em 2010 com "My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky", sucedendo os duplos registos "The Seer" e "To Be Kind" é porventura a sua melhor etapa muito por culpa dos excelentes músicos que rodearam Gira mas também de um amadurecimento de ideias que o capitão desta embarcação conseguiu levar a cabo ao longo desta década.

"Cloud of Forgetting" abre as hostilidades com Gira a clamar no final "I Am Blind" após uma tempestade sonora que não destoaria no cancioneiro dos Godspeed You Black Emperor. Seguem-se os 25 extasiantes minutos de "Cloud of Unknowing", repletos de crescendos e momentos de acalmia. Basta atentar nos títulos das 8 faixas que compõem este registo para facilmente detetar estarmos perante mais um disco conceptual pleno de questões existenciais, ao qual não faltam alusões a religião, sexo, violência, droga e politica e espiritualidade.

"The World Looks Red/The World Looks Black" assenta num dos truques mais usados pelos Swans no qual a repetição de certas frases ecoam no nosso cérebro numa espécie de mantra do qual não temos escapatória. A curta (segundo os cânones da banda) e melódica "People Like Us" resulta numa espécie de intervalo para respirar um pouco ante o sufoco que se avizinha com "Frankie M" dotado de uma primeira parte em registo coral fantasmagórico algo extensa até ao irromper das guitarras num riff que soa a Mono a tentar fazer uma versão do "Revolution" dos Spacemen 3, surgindo posteriormente Gira a cantar sobre drogas numa toada mais descontraída do que lhe reconhecemos, para num ápice a banda voltar à carga com toda a pujança que se lhe reconhece.

A polémica "When Will I Return" interpretada por Jennifer, esposa de Gira, resulta num exorcizar da experiência traumática de violação que foi alvo, algo que poderia ser encarado de uma forma positiva, não fossem os acontecimentos recentes com a cantora Larkin Grimm a acusar Gira do mesmo, algo que foi refutado pelo casal. (A aguardar pelos próximos capítulos).

Prosseguimos para mais um tour-de-force com "The Glowing Man", outro exemplo da mestria musical desta banda que sob a batuta de Gira vai acrescentando ou subtraindo camadas, ora com sucessivas explosões sonoras, mudanças de ritmo inesperadas ou serenando os ânimos quando necessário, enquanto Gira diversifica o seu registo vocal de acordo com a toada reinante.

O apropriado e imponente "Finally, Peace" encerra as duas horas de duração deste disco que confirma uma vez mais que os Swans com esta formação criaram um território sonoro muito próprio e do qual não sabemos como Gira vai dar a volta. Seja como for, esta sucessão de discos fica desde já para a história.


quarta-feira, junho 29, 2016

Songs From The Old House Vol.2

Edu (Mouco) e Mar Superior apresentam o novo volume das "Songs From The Old House", uma seleção musical que porventura poderá levar ao verter de uma sorrateira lágrima, ao ponderar no que porra andamos aqui a fazer, a recordar alguns momentos da vida, a fumar um pensativo cigarro e muito provavelmente a uma certa sonolência. Sit back and enjoy!


domingo, junho 05, 2016

Edu (Mouco) e Mar Superior apresentam o primeiro volume das "Songs From The Old House", uma mixtape assente em canções intimistas, ideais para servir de banda sonora a momentos de relaxe, introspecção ou embalo. Sit back and enjoy!

01."Something On Your Mind" - Karen Dalton 02."You & Your Sister" - This Mortal Coil 03."Northern Sky" - Nick Drake 04."We Dance" - Pavement 05."Ocean Rain" - Echo & The Bunnymen 06."Adoration" - Cranes 07."Cattle And Cane" - The Go-Betweens 08."Under The Milky Way" - Grant-Lee Phillips 09."Some Candy Talking" - Richard Hawley 10."Avalanche" - Dan Michaelson 11."Bury Me Deep In Love" - The Triffids 12."Your Ghost" - Kristin Hersh 13."It's Up To You" - Shop Assistants 14."For The Damaged" - Blonde Redhead 15."Distortions" - Clinic 16."Hotcha Girls" - Ugly Casanova 17."N.I.T.A." - Young Marble Giants 18."Loneliness Is A Gun" - House Of Love 19."Desire As" - Prefab Sprout 20."True Love Will Find You In The End" - Headless Heroes

quarta-feira, junho 01, 2016

The Numerators - "Strange"



Após alguns anos de edições caseiras e ocasionais 7" partilhados com outras bandas, os The Numerators lançam o seu primeiro álbum oficial "Strange", um registo que decerto será do agrado de quem ainda aprecia um rock de garagem imbuído de um espírito punk, acrescido de nuances psicadélicas e guitarradas surf.

Liderados por Sammi e Burgers Rana, que apesar de distantes (Sammi em Austin, Texas e Burgers em Brooklyn, N.Y.) conseguem unir esforços para em conjunto com o baixista Andrew Chavez edificar um conjunto de canções, resultando num sólido registo de estreia que contou com a masterização a cargo de Oliver Ackerman dos A Place To Bury Strangers com o qual Burgers trabalha na construção de pedais de efeito.

Por entre referências a Dick Dale, Sonics, Ty Segall, Thee Oh Sees, Wytches ou Bass Drum of Death, "Strange" soa no entanto a uma banda capaz de pegar numa matéria já bastante utilizada e moldar em canções plenas de ritmos contagiantes que ao vivo surtirão um efeito ainda mais vibrante. Destacar faixas é tarefa ingrata dada a consistência dos 10 temas que o compõem, ainda assim não resisto em referir a surfalhada alucinada de "Wastoid", o festim de "Chencho", a aproximação aos Cramps de "Hi, I'm Kirk. Fuck You", a cavalgada furiosa de "Hope" ou "Feeel" imersa em ondas de psicadelismo.