domingo, setembro 11, 2016

Beyond Surf Rock

01."Attack of the Ghost Riders" - Raveonettes 02."Thee Only One" - Frankie Rose 03."Flipside" - The Breeders 04."Gravedweller" - The Wytches 05."Cinco de Mayo" - Golden Triangle 06."Pajama Party in a Haunted Hive" - Beat Happening 07."Swampland" - Scientists 08."Get Ur Freak On" - Ping Pong Orchestra 09."If You Could Read Your Mind" - Clinic 10."Big Big Blood" - La Luz 11."Creature" - Tijuana Panthers 12."Death Beach" - Midriffs 13."I Spy" - Dead Kennedys 14."Spooks Night Out" - Legendary Invisible Men 15."Chasing For Young Blood" - Messer Chups 16."Planet Claire" - The B-52's 17."Washed Up" - The TeleVibes 18."Wasteland" - Hooded Fang 19."Love-A-Rama" - Southern Culture On The Skids 20."Wor" - Django Django 21."Big Toe" - The Growlers 22."Ana" - Pixies

quinta-feira, setembro 08, 2016

Show Me The Body - "Body War"



Com apenas 2 ep´s editados o trio nova-iorquino Show Me The Body caiu rapidamente nas boas graças da imprensa musical alicerçado em ruidosas atuações ao vivo. "Body War" é o comprovativo que faltava para catalogar esta banda como uma das mais promissoras da atualidade em virtude de uma sonoridade impregnada de vários estilos com os quais os SMTB souberam e bem conjugar de forma a criar um disco atual que espelha a realidade através de letras viscerais, sem medo de colocar o dedo na ferida. Para além de não alinharem com editoras e disponibilizarem o disco para descarga gratuita, são parte integrante do colectivo Letter Racer Collective com os Ratking.

"Body War" o tema que dá titulo ao disco poderia figurar na histórica banda-sonora "Judgement Night" na qual bandas rock uniram a sua criatividade ao universo hip-hop com resultados variados, embora neste caso os SMTB não necessitariam de convidados pois dão bem conta do recado sozinhos. A influência dos Fugazi é um denominador comum em vários temas e "Tight SWAT" é um bom exemplo da vertente post-hardcore que atravessa este disco que no seu desenrolar vai revelando inúmeras referências como o rap experimental dos Death Grips, a agressividade dos Dope Body, a cadência de Anthony Kiedis (Red Hot Chili Peppers), o crossover dos Suicidal Tendencies e Biohazard, a versatilidade dos Beastie Boys, o hardcore musculado dos Bad Brains, um King Krule em "Metallic Taste" com o banjo de Julian Cashwan Pratt em evidência ou até os Liars em "Aspirin". Tudo isto inúmeras vezes numa mesma música sem que os temas se ressintam das constantes variações o que, diga-se de passagem, é obra!

Eles rotulam a sua sonoridade de "sludge" e há mesmo quem afirme que são um bom exemplo de rap-metal, esse estilo mal-amado muito por culpa do nu-metal. Catalogações à parte, os SMTB são uma banda que, diria eu, fazia falta.


domingo, agosto 14, 2016

Surf Rock Revival!

01."Put Your Finger in the Socket [Maximum Voltage Version]" - Man Or Astro Man? 02."Tailspin" - Los Straitjackets 03."War of the Satellites" - The Bomboras 04."Haulin' Hearse" - The Ghastly Ones 05."Gravewalk" - Satan's Pligrims 06."Interstate Death Toll" - Huevos Rancheros 07."Bullet" - The Reverend Horton Heat 08."Echo Rocket 66" - Royal Fingers 09."Aoi Hoshikuzu" - Wild Sammy & The Royaltones 10."Constellation 814" - Aqua Vista 11."Transylvanian Orbit" - Space Cossacks 12."Il Padrino" - The Anacondas 13."Swanlake" - The Looney Tunes 14."Tico-Tico" - Tailgators 15."Seville" - Teisco Del Rey 16."Frontal Lobotomy" - Dr. Frankenstein 17."Sabre Jet" - Ralph Rebel 18."Space Twist 2010" - The Dynotones 19."Take A Look At The Spacy Men Drinkin' Astro Cocktails & Eatin' Their Frushtuk In A Rocket" - The Slow Slushy Boys 20."Suicide Bay" - The Halibuts 21."Having an Average Weekend" - Shadowy Men on a Shadowy Planet 22."Wait Until Spring, Bandini" - The Makers 23."Point of No Return" - Euroboys 24."Fadeaway" - Laika & The Cosmonauts

domingo, julho 31, 2016

Summer Tape 2016

01."Get It Right" - Braves 02."Smash" - Varsity 03."Honeydew" - Dazy Crown 04."Breathless" - Diet Cig 05."Sinister" - Frankie Cosmos 06."Holy Day" - Motorama 07."Vacation" - Simen Mitlid 08."Moby Dick" - Gurr 09."Midnight Lovers" - New Swears 10."Yr Horoscope" - Sea Pinks 11."The Way Things Should Be" - Modern Nomad 12."Ice Cream (On My Own)" - Goon Sax 13."Bone" - King Gizzard And The Lizard Wizard 14."Keep Swimming" - Soda Shop 15."Mess Of Me" - Malandros 16."Zookeeper" - Petite League 17."Easier Said" - Sunflower Bean 18."Out of Mind" - DIIV 19."Airport Bar" - Martin Courtney 20."Here's No Use" - Salad Boys

quinta-feira, julho 14, 2016

Bambara - "Swarm"


Recordo-me de ter ficado deveras impressionado com a atuação dos Bambara aquando da sua passagem pelo Porto em 2013 como banda de suporte aos A Place To Bury Strangers, e desde então tenho aguardado pelo sucessor do debutante "Dreamviolence". "Swarm" foi um parto complicado tendo em conta várias contrariedades que a banda sofreu, no entanto, souberam dar a volta e com o precioso auxilio na produção de Ben Greenberg (Uniform) e o resultado final é deveras compensador.

Desde logo o maior destaque neste registo incide no espaço dado à voz de Reid Bateh, desta feita bem mais audível e a revelar-se uma enorme surpresa. Qual filho bastardo de Nick Cave à procura de reconhecimento, Reid e as suas letras tingidas a negro são agora bem mais perceptíveis e com isso a banda alcançou uma intensidade que outrora encontrava-se submergida em ruído.
Todavia, não fiquem com a ideia que a banda abandonou o seu característico noise-rock / post-punk em detrimento de baladas sobre assassinos, nada disso, prosseguem dentro da mesma matriz contudo o seu som é agora mais nítido e a utilização de loops mais criteriosa.

Ao longo das doze faixas que compõem "Swarm" detetamos a influência dos The Birthday Party, Swans, Bad Seeds, Sonic Youth, Scientists, Gallon Drunk, Cramps, Gun Club ou semelhanças com os Disappears, Destruction Unit, Iceage e até os Girl Band, pontuadas por guitarras a roçar o psychobilly, o cowpunk ou em constante frenesim, ambiências industriais por vezes a deslizar para território gótico, num todo que resulta num disco denso, claustrofóbico, rico em texturas, ao qual voltamos com o mesmo prazer.

quinta-feira, junho 30, 2016

Swans - "The Glowing Man"


Com uma carreira que ascende a mais de 30 anos, encerra-se com este "The Glowing Man" mais um capitulo na vasta e turbulenta discografia dos Swans sempre com Michael Gira a comandar as operações. Esta nova fase que se iniciou em 2010 com "My Father Will Guide Me Up A Rope To The Sky", sucedendo os duplos registos "The Seer" e "To Be Kind" é porventura a sua melhor etapa muito por culpa dos excelentes músicos que rodearam Gira mas também de um amadurecimento de ideias que o capitão desta embarcação conseguiu levar a cabo ao longo desta década.

"Cloud of Forgetting" abre as hostilidades com Gira a clamar no final "I Am Blind" após uma tempestade sonora que não destoaria no cancioneiro dos Godspeed You Black Emperor. Seguem-se os 25 extasiantes minutos de "Cloud of Unknowing", repletos de crescendos e momentos de acalmia. Basta atentar nos títulos das 8 faixas que compõem este registo para facilmente detetar estarmos perante mais um disco conceptual pleno de questões existenciais, ao qual não faltam alusões a religião, sexo, violência, droga e politica e espiritualidade.

"The World Looks Red/The World Looks Black" assenta num dos truques mais usados pelos Swans no qual a repetição de certas frases ecoam no nosso cérebro numa espécie de mantra do qual não temos escapatória. A curta (segundo os cânones da banda) e melódica "People Like Us" resulta numa espécie de intervalo para respirar um pouco ante o sufoco que se avizinha com "Frankie M" dotado de uma primeira parte em registo coral fantasmagórico algo extensa até ao irromper das guitarras num riff que soa a Mono a tentar fazer uma versão do "Revolution" dos Spacemen 3, surgindo posteriormente Gira a cantar sobre drogas numa toada mais descontraída do que lhe reconhecemos, para num ápice a banda voltar à carga com toda a pujança que se lhe reconhece.

A polémica "When Will I Return" interpretada por Jennifer, esposa de Gira, resulta num exorcizar da experiência traumática de violação que foi alvo, algo que poderia ser encarado de uma forma positiva, não fossem os acontecimentos recentes com a cantora Larkin Grimm a acusar Gira do mesmo, algo que foi refutado pelo casal. (A aguardar pelos próximos capítulos).

Prosseguimos para mais um tour-de-force com "The Glowing Man", outro exemplo da mestria musical desta banda que sob a batuta de Gira vai acrescentando ou subtraindo camadas, ora com sucessivas explosões sonoras, mudanças de ritmo inesperadas ou serenando os ânimos quando necessário, enquanto Gira diversifica o seu registo vocal de acordo com a toada reinante.

O apropriado e imponente "Finally, Peace" encerra as duas horas de duração deste disco que confirma uma vez mais que os Swans com esta formação criaram um território sonoro muito próprio e do qual não sabemos como Gira vai dar a volta. Seja como for, esta sucessão de discos fica desde já para a história.


quarta-feira, junho 29, 2016

Songs From The Old House Vol.2

Edu (Mouco) e Mar Superior apresentam o novo volume das "Songs From The Old House", uma seleção musical que porventura poderá levar ao verter de uma sorrateira lágrima, ao ponderar no que porra andamos aqui a fazer, a recordar alguns momentos da vida, a fumar um pensativo cigarro e muito provavelmente a uma certa sonolência. Sit back and enjoy!