domingo, janeiro 08, 2017

(Sort of a ) Best of 2016

01 "Boyfriend" - The Goon Sax 02 "Cold Reading" - Sea Pinks 03 "Bills" - Ultimate Painting 04 "The Conservation of Energy" - Vanishing Twin 05 "Whitest Boy on the Beach" - Fat White Family 06 "Melody in High Feedback Tones" - Cavern of Anti-Matter 07 "Fröhlichkeit" - Camera 08 "Slippery Slopes" - Cold Pumas 09 "Sytrawberry Glue" - Ulrika Spacek 10 "Magic Landing" - Holy Wave 11 "Prisunic" - Limiñanas 12 "Astrologie Siderale" - Whyte Horses 13 "Dana Katherine Scully" - Tacocat 14 "Body of Work" - Cave Story 15 "Coffee" - Kal Marks

quarta-feira, dezembro 21, 2016

2016 (concertos)

Resumo de um ano de concertos. Infelizmente não pude presenciar mais uns quantos por diversas razões. A ver se o panorama melhora para o ano.

-Cobalt Cranes (Maus Hábitos)
-Teeth Of The Sea (Rivoli)
-Minus One (Mercedes)
-Chicos De Nazca (Mercedes)
-White Haus / BEAK/ Dinosaur Jr/ Mudhoney/ Tortoise (Primavera Sound - Porto)
-Föllakzoid (GNRATION - BRAGA)
-Tijuana Panthers / Three Trapped Tigers (Ignition - Penafiel)
-Evols / Sons of Kemet / GOAT (Milhoes de Festa – Barcelos)
-Thurston Moore Group + Alek Rein (CC Vila Flor - Guimarães)
-La Luz (Maus Hábitos)
-Pop.1280 (Rivoli)
-65daysofstatic + Thought Forms (Hard Club)
-Cave Story + Palmiers (Associação Plata)
-Zu (Cave 45) -Indignu (Hard Club)

terça-feira, dezembro 20, 2016

2016 (um possível balanço musical)



A cada ano que passa a vontade em elaborar uma lista dos melhores discos do ano vai reduzindo tendo em conta a elevada percentagem de edições que não é escutada, de outros tantos que ficam aquém das expetativas, do tempo necessário para assimilar um disco em condições e obviamente das inúmeras listas por essa net fora nas quais pouco ou nada me revejo, salvo raríssimas exeções, que me levam a crer que andei a ouvir os discos errados durante todo este tempo (mentira!).

Todavia, não resisto em partilhar uma básica lista (ordenada alfabeticamente) dos álbuns que degustei ao longo do ano, na qual poderão detetar sonoridades variadas desde o indie-rock mais musculado ao indie-pop mais delicado,do pós-punk ao pós-hardcore,  psicadelismo q.b., sons globais, a omnipresente batida kraut, um cheirinho de hip-hop, fusões de vários géneros num mesmo disco, algum experimentalismo como é de praxe entre outros ingredientes, espelhando um espectro sonoro bastante alargado.

2016 não deixa saudades muito por culpa do panorama politico-social que se viveu e da saída de cena de ilustres nomes do panorama musical, no entanto, a música continua a ser um fiel escape à nossa existência, aquela nesga de sol por entre nuvens carregadas de stress, pessimismo e complicações, e por essa razão não consigo evitar em redigir umas linhas sobre um álbum, publicar um video, destacar uma canção, elaborar mixtapes, ou neste caso, simplesmente sugerir a audição destes discos, onde cada um à sua maneira, serviu de banda-sonora para mais um ano neste planeta. Até já 2017!

(clicar no titulo para ouvir)

01 - Aesop Rock"The Impossible Kid"
02 - Animal Faces"Other Places"
03 - Bambara"Swarm"
04 - Big Ups - "Before a Million Universes"
05 - Camera"Phantom Of Liberty"
06 - Cave Story"West"
07 - Cavern Of Anti-Matter"Void Beats/Invocation Trex"
08 - Chook Race"Around The House"
09 - Cold Pumas"The Hanging Valley"
10 - Fat White Family"Songs For Our Mothers"
11 - Future Of The Left"The Peace and Truce"
12 - GOAT"Requiem"
13 - Holy Wave"Freaks of Nurture"
14 - Idle Pilot "You Are Presently Looking Upwards"
15 - Imarhan"Imarhan"
16 - Kal Marks"Life Is Alright, Everybody Dies"
17 - Melt Yourself Down"Last Evenings On Earth"
18 - Mugstar -"Magnetic Seasons"
19 - Nick Waterhouse"Never Twice"
20 - Petite League"No Hitter"
21 - Scott & Charlene's Wedding"Mid Thirties Single Scene"
22 - Sea Pinks"Soft Days"
23 - Senior Service"The Girl In The Glass Case"
24 - Show Me The Body"Body War"
25 - Swans"The Glowing Man"
26 - Tacocat"Lost Time"
27 - The Goon Sax"Up To Anything"
28 - The Limiñanas"Malamore"
29 - The Lucid Dream - "Compulsion Songs"
30 - The Numerators"Strange"
31 - Ulrika Spacek"Album Paranoia"
32 - Ultimate Painting"Dusk"
33 - Vanishing Twin - "Choose Your Own Adventure"
34 - Wedding Present "Going, Going"
35 - Whyte Horses"Pop Or Not"

segunda-feira, dezembro 19, 2016

Noughties Pop Gems #1

01 - TUNNG - "Bullets" 02 - I'm From Barcelona - "We're From Barcelona" 03 - Acid House Kings - "Do What You Wanna Do" 04 - Concretes - "You Can't Hurry Love" 05 - Electric Soft Parade - "Empty At The End" 06 - Panther - "Violence, Diamonds" 07 - My Teenage Stride - "To Live And Die In The Airport Lounge" 08 - Little Ones - "Lovers Who Uncover" 09 - Long Blondes - "Giddy Stratospheres" 10 - Los Campesinos - "You! Me! Dancing!" 11 - Changes - "Water Of Gods" 12 - Envelopes - "Sister In Love" 13 - Mazarin - "For Energy Infinite" 14 - Hidden Cameras - "I Believe In The Good Of Life" 15 - Those Dancing Days - "Hitten" 16 - Camera Obscura - "LLoyd, I'm Ready to be Heartbroken" 17 - Magic Numbers - "Forever Lost" 18 - Boy Least Likely To - "Be Gentle With Me" 19 - Architecture In Helsinki - "It's 5" 20 - Ra Ra Riot - "Ghosts Under Rocks"

quinta-feira, novembro 17, 2016

Ultimate Painting - "Dusk"



Ao terceiro registo, aquilo que inicialmente seria um projeto paralelo transformou-se numa banda que suplantou em termos de edições os Veronica Falls e não tarda ultrapassa os Mazes, bandas de onde são originários os cabecilhas James Hoare e Jack Cooper respetivamente.

Neste espaço já foram destacados ao figurar nas lista dos melhores dos dois últimos anos e com "Dusk" preparam-se para fazer um pleno, tendo em conta que a sua fórmula sonora não varia, no entanto, cada vez mais soam coesos e provavelmente este terceiro álbum revela a dupla mais inspirada do que nos anteriores "Ultimate Painting" e "Green Lanes".

 Nas passadas resenhas aos Ultimate Painting as referências musicais assentes no terceiro registo dos Velvet Underground, os Byrds, Love, a batida motorik, os Felt, Teenage Fanclub e até os Real Estate foram destacadas, e o mesmo discurso é válido para este disco, contudo, "Dusk" revela-se um disco mais fluido que os anteriores. As harmonias vocais continuam em destaque, a toada lânguida marca o tempo ao longo de todo o registo como vem sendo hábito, como que um espelho de uma construção musical que reflete dois músicos a exorcizar as suas influências em comum ao ritmo de pura desbunda, sem grandes preocupações em relação a colagens e isso tem sido a sua mais valia, pois estamos perante canções que apesar de nos transportar para outras paragens com facilidade, merecem ser apreciadas.

Tal como nos anteriores registos a costela krautrock é exposta em "Bills", "Song for Brian Jones" não soa a Rolling Stones mas revela-se como um honesto tributo, discretas teclas adornam "A Portrait of Jason", "Lead The Way" soa a cruzamento entre os Eskobar e os Ride de "Carnival of Light", "Monday Morning, Somewhere Central" assemelha-se a várias bandas influenciadas pela vaga germânica mas a um ritmo mais vagaroso, "Who is Your Target?" é um belo exemplo de indie-pop, "Skippool Creek" é balada narcótica que não destoaria no cancioneiro dos Brian Jonestown Massacre, "I'm Set Free" toda ela Velvetiana com uma linha de teclado aproximada a Jacco Gardner, "Silhouetted Shimering" soa a The Jesus & Mary Chain sob o efeito de "downers" e "I Can't Run Anymore" aproxima-se dos Yo La Tengo.

Tudo isto espremido, resulta num disco que após várias audições, possui aquela cola mágica que mesmo soando familiar encanta pela simplicidade das suas melodias e, acima de tudo, desvela-se como um disco sincero, que não aspira a mais do que ser um somatório de inspiradas canções.

Oh fuck it! It's another punk/HC mixtape!

01.(I'm) Stranded - The Saints 02.Blitzkrieg Bop - Ramones 03.White Riot - The Clash 04.Bodies - Sex Pistols 05.Born To Lose - Johnny Thunders 06.Problem Child - The Damned 07.In The City - The Jam 08.Orgasm Addict - Buzzcocks 09.Identity - X-Ray Spex 10.True Confessions - Undertones 11.Gary Gilmore's Eyes - The Adverts 12.Borstal Breakout - Sham 69 13.Stranglehold - U.K. Subs 14.D-7 - The Wipers 15.Rise Above - Black Flag 16.Group Sex - Circle Jerks 17.L.A. Girl - Adolescents 18.Myage - Descendents 19.Banned in D.C. - Bad Brains 20.Seeing Red - Minor Threat 21.Dehumanized - Void 22.Nic Fit - The Untouchables 23.Barbed Wire - Youth Brigade 24.Rock and Roll Bullshit - Government Issue 25.Drug Me - Dead Kennedys 26.Animais - Censurados 27.Chuta Cavalo... (E Morrerás) - Peste & Sida 28.Eu Tenho Um Pobre - Mata-Ratos

segunda-feira, novembro 14, 2016

Songs From The Old House #4

01.Coastal Stations - July Skies 02.Let Me Down Gently - Spacemen 3 03.You Know It's True - Spiritualized 04.Mesmerene - Thomas Feiner & Anywhen 05.Low Country - Chris Eckman 06.No Fun - Hederos & Hellberg 07.Willing To Wait - Sebadoh 08.She Brings The Rain - Can 09.Chicago People - Sam Prekop 10.Queenie - Brazzaville 11.Bittersweet - Everything About The Girl 12.It's a Very Deep Sea - Style Council 13.Jump In The River - Cousteau 14.A.M. Radio - Hugo Race + True Spirit 15.All The Time In The World - The Apartments 16.Two Birds Blessing - Old Jerusalem

sexta-feira, outubro 28, 2016

Vanishing Twin - "Choose Your Own Adventure"

Projeto liderado por Cathy Lucas outrora membro dos Fanfarlo e mentora de Orlando, os Vanishing Twin, cujo nome provém do raro fenómeno de um gémeo absorver outro ainda em gestação quando um dos fetos morre (algo que ocorreu com Cathy), são uma espécie de super-grupo tendo em conta que nas suas fileiras contam com Valentina Magaletti (Fanfarlo, Tomaga, Neon Neon), o produtor japonês mais conhecido por Zongamin e colaborador nos Floating Points, Phil M.F.U. (Man From Uranus, Broadcast) e o artista visual Elliott Arndt, ao qual acrescenta-se o produtor Malcolm Catto colaborador dos Heliocentrics e Quantic entre outros.

"Choose Your Own Adventure" editado pela conceituada Soundway Records, resulta num disco tipo "caldeirão" no qual despejam diversos ingredientes (pop experimental, krautrock, psicadelismo, easy-listening, jazz, eletrónica, library music, bandas-sonoras), temperos variados (caixas-de-ritmo, vibrafone, sintetizadores, tablas e harpa) e cujo desfecho resulta num disco quiçá com alguma falta de coesão mas suficientemente apetitoso para ser degustado sem embaraço. Perante a descrição facilmente associamos esta fusão sonora a bandas tão marcantes quanto os Stereolab e Broadcast, algo que os Vanishing Twin não terão pudor em confirmar a sua influência, no entanto a banda aponta igualmente para as mesmas fontes de inspiração e não só de modo a não soar a mero pastiche, um objetivo no qual são bem sucedidos.

 "Vanishing Twin Syndrome" a extensa faixa de abertura alicerça-se em dois andamentos, com uma primeira parte assente numa batida à Can fundida com a pop experimental dos The United States of America e algo semelhante a um sampler sacado à banda-sonora de "Get Carter", sendo que a segunda revela a devoção aos Silver Apples adornada por violino e vibrafone. "Telescope" é porventura a mais aproximada aos Broadcast nos seus momentos mais pop ainda assim repleta de efeitos. "Floating Heart" com a sua aura fantasmagórica abre terreno para a cinemática "Eggs" com destaque para o sinistro teclado e a austera percussão com a voz de Cathy a ondular por entre uma ocasional flauta.

"Under The Water" poderia pertencer a um filme obscuro da década de 60, ao passo que "The Conservation of Energy" incorpora elementos conotados com o easy-listening numa espécie de cruzamento entre os Stereolab e os Air. Já o tema que dá titulo ao disco poderia ser assinado pelos Soundcarriers, banda que a par dos Gulp, Virginia Wing e Death and Vanilla bebem (bem) das mesmas fontes. "Truth is Boring" é bossa-nova filtrada pela exotica com manipulação dub, sintetizadores a soltarem blips, ocasionais aparições de harpa e tabla, num total de dez minutos que o Sun Ra aprovaria. A conclusão fica a cargo da faixa-bónus "It Sends My Heart Into a Spin" com uma inclinação mais étnica enfeitada com as costumeiras vocalizações easy. Se escolherem a aventura de entrar no universo sonoro deste disco, decerto não se vão arrepender.