sexta-feira, junho 02, 2017

Edu (Mouco) & Mar Superior present "Songs From the Old (Country) House #7"

01 - "Love Me, Someday" - Jesse Sykes & The Sweet Hereafter 02 - "Sleepy Little Sailor" - Oh Susanna 03 - "The Well" - Tarnation 04 - "Looking Forward To Seeing You" - Golden Smog 05 - "Eid Ma Clack Shaw" - Bill Callahan 06 - "How To Rent A Room" - Silver Jews 07 - "You Will Miss Me When I Burn" - Bonnie Prince Billy 08 - "Weightless Again" - The Handsome Family 09 - "Your Church Is Red" - Black Heart Procession 10 - "St. Cloud" - Neal Casal 11 - "Blue Fires" - Case, Lang, Veirs 12 - "Boats In A Sunken Ocean" - Dakota Suite 13 - "Front Porch" - Willard Grant Conspiracy 14 - "Funeral In The Rain" - Chris Isaak 15 - "Flutter" - 16 Horsepower 16 - "Blur Out" - Richmond Fontaine 17 - "Waiting 'Round To Die" - Townes Van Zandt 18 - "Tonight I Think I'm Gonna Go Downtown" - Jimmie Dale Gilmore 19 - "Desperate Kingdom of Love" - Giant Sand 20 - "I See a Darkness" - Johnny Cash

sexta-feira, maio 05, 2017

Made In France (90's)

01 "Prologue /Sacre Francais" - Dimitri From Paris 02 "Parlez Vous Anglais Mr. Katerine" - Katerine 03 "Look In Your Eyes" - Da Capo 04 "La Machine" - Holden 05 "Mes Amis" - Newell 06 "365 Jours Auvrables" - Diabologum 07 "Rappaccini's Daughter" - The Little Rabbits 08 "I Want Some More" - No Talents 09 "Sock It To Me" - T.V. KIllers 10 "Henry's Back" - Les Thugs 11 "Skyscraper Island (The Movie)" - Superstar Disco Club 12 "Motus" - Francoiz Breut 13 "Les Hauts Quartiers De Peine" - Dominique A 14 "Holidays" - Bertrand Burgalat 15 "Un Avis De Defaite (Remix)" - Jerome Miniere 16 "Kelly Watch The Stars (Edit)" - Air 17 "Jacques Your Body (Make Me Sweat)" - Les Rhytmes Digitales 18 "Le Patron Est Devenu Fou! [Sur la Ville]" - Minos Pour Main Basse

segunda-feira, março 13, 2017

Noughties Pop Gems #2

01 - Violens - "Already Over" 02 - The Isles - "Flying Under Cheap Kites" 03 - Hot Hot Heat - "Talk To Me, Dance With Me" 04 - Dogs Die In Hot Cars - "I Love You Cause I Have To" 05 - Apples In Stereo - "Energy" 06 - Imperial Teen - "Baby" 07 - Stephen Malkmus - "Phantasies" 08 - Adam Green - "Carolina" 09 - The Shins - "Australia" 10 - The New Pornographers - "My Slow Descent Into Alcoholism" 11 - Joy Zipper - "Go Tell The World" 12 - The Mae Shi - "Run To Your Grave" 13 - The Rosebuds - "Hold Hands and Fight" 14 - The Dodos - "Fables" 15 - Prints - "Too Much Water" 16 - Someone Still Loves You Boris Yeltsin - "Think I Wanna Die" 17 - Gomo - "Feeling Alive" 18 - Oh No! Oh My! - "Walk In The Park" 19 - Belle & Sebastian - "Step Into My Office, Baby" 20 - Peter, Bjorn & John - "Young Folks"

quarta-feira, março 08, 2017

Ibibio Sound Machine - "Uyai"


Após a estreia auspiciosa em 2014 com o seu registo homónimo, os Ibibio Sound Machine regressam com "Uyai" um autêntico caldeirão sonoro no qual detetamos afrobeat, disco, dub, funk, electro, pitadas de post-punk e diversos ingredientes de várias regiões do globo.

Tal como no seu antecessor, o coletivo de oito músicos liderado pela carismática Eno Williams aposta em ritmos dançantes que facilmente se tornam contagiantes. Muito embora as letras cantadas em inglês e ibibio abordem temas mais sérios como o rapto de 276 raparigas na Nigéria ou a igualdade entre as mulheres,a luta do povo africano ou o estado em que o mundo se encontra, ainda assim, o conceito musical é de esperança, celebração e positivismo.

Como já foi referido, a abundância de estilos e referências é tal que num mesmo tema gingamos com a batida tipicamente africana, soltamos uns movimentos de break-dance com o electro-funk-old-school (o Arthur Baker deveria ter sido convidado para produtor), em diversos momentos pensamos na synth-pop do Gary Numan e num ápice imaginamos uma rave com milhares de pessoas suadas e sorridentes ou no animado ambiente de um festival de músicas do mundo.

Se o tom festivo e bailante é vigente em quase todo o registo, contudo surgem ao longo do disco temas mais intimistas que a meu ver quebram o balanço como são o caso de "Quiet", "Lullaby" e "Cry (eyed)", bastando atentar aos seus títulos caso restassem dúvidas, contudo não retiram o imenso prazer de escutar este disco e de imediato abanar a anca com faixas do calibre de "Give Me A Reason", "The Pot Is On Fire", "Joy (Idaresit)", "Power Of 3", ou a frenética "Trance Dance".

sexta-feira, fevereiro 24, 2017

Pissed Jeans - "Why Love Now"


Os Pissed Jeans são um quarteto oriundo da Filadélfia e "Why Love Now" é já o quinto longa-duração novamente editado pela mítica Subpop, sendo mais um capitulo na sua sólida discografia iniciada em 2005 numa combinação sonora de hardcore, grunge, sludge e pigfuck, meros rótulos para descrever uma banda intensa, ruidosa, sarcástica, sombria, visceral, dignos sucessores de bandas tão impactantes quanto os Black Flag, Jesus Lizard e Mudhoney.

Este novo registo, quiçá o mais refinado, revela uma maior definição e diversificação sonora em relação aos discos anteriores onde raramente o pé era retirado do acelerador, facto evidente é a faixa de abertura "Waiting On My Horrible Warning" uma espécie de cruzamento entre os Cop Shoot Cop e o "grunhido" mais profundo de Tom Waits. Destaque igualmente para a faixa "I'm a Man" um relato sobre o assédio sexual no local de trabalho mas com a curiosidade de ser narrado pela escritora Lindsay Hunter.

No entanto não faltam malhas dignas do repertório clássico dos Pissed Jeans que facilmente imaginamos a criar reboliço na audiência como "The Bar Is Low", "Ignorecam" ou o relato de homens pagarem para serem ignorados. "Cold Whip Cream" é combustível  para o moshpit, ao passo que "Love Without Emotion" é o mais aproximado aos Killing Joke que alguma vez estiveram.

Ao longo da sua carreira os Pissed Jeans incidem em assuntos mundanos mas diria que o tópico principal é de evidenciar as fragilidades e desmistificar o papel do homem numa sociedade tendencialmente machista e misógina, algo facilmente detectável seja através das suas capas, títulos, ou conteúdo lírico de diversas faixas como "Not Even Married" ou a supra-citada "I'm a Man".

"Why Love Now" assegura um papel de destaque aos Pissed Jeans num panorama onde amiúde a agressividade sonora leva a lugares-comuns, algo que a banda contorna de forma exímia sem nunca deixar de soar contundente.



terça-feira, fevereiro 07, 2017

Crazy Rhythms (1978-1984)

01 "Warm Leatherette" - Grace Jones 02 "L'Elephant" - Tom Tom Club 03 "Me No Pop I" - Coati Mundi 04 "Rockit" - Herbie Hancock 05 "Cavern" - Liquid Liquid 06 "White Lines (Don't Do It)" - Grandmaster Flash & Melle Mel 07 "Walking on Thin Ice" - Yoko Ono 08 "I.O.U." - Freeez 09 "Is It All Over My Face" - Loose Joints 10 "Bustin' Out" - Material W/ Nona Hendryx 11 "Aspectacle" - Can 12 "Wheel Me Out" - Was (Not Was) 13 "Clear" - Cybotron 14 "Confusion" - New Order 15 "Fire" - Lizzy Mercier Descloux

quinta-feira, fevereiro 02, 2017

Uniform - "Wake In Fright"



"Wake in Fright", segundo registo de originais da dupla Michael Berdan (ex-Drunkdriver) e Ben Greenberg (ex-The Men), porventura será o disco mais agressivo que terão oportunidade de ouvir este ano, assente num noise-rock a tender para o industrial repleto de samples e vocalizações "in-your-face" que decerto vão deixar marcas no pavilhão auricular de quem se atrever a subir um pouco mais o volume.

 Assente numa ideia de como lidar com os anjos e demónios que povoam a nossa mente, o desespero como denominador comum a muitas sociedades que levam a certos vícios, a noção de guerra e violência constante, já para não falar nas politicas levadas a cabo por certos lideres, em suma, este mundo está fodido mas todos temos de lidar com isso. A partir daqui os Uniform idealizam um banda sonora de forma a retratar todas estas noções sem floreados nem rodeios.

"Tabloid", a faixa de abertura, irrompe pelas colunas e desde logo a batida maquinal e a vocalização possessa de Berdan num registo entre David Yow, Steve Albini e Al Jourgensen, revelam um disco pronto para deixar o ouvinte K.O. logo ao primeiro round. "Habit" que aborda o tópico do alcoolismo e "Night of Fear" poderiam encaixar perfeitamente na discografia dos colegas de editora Pop.1280 sobre os quais já discorri neste espaço e que comungam com os Uniform uma temática e sonoridade semelhantes.

Ao longo do disco vamos detetando um cunho EBM dos Nitzer Ebb aos Nine Inch Nails, ("The Lost" é quase dançável), contudo transpira igualmente as sementes punk lançadas pelos Suicide e Big Black, para além do industrial-metal dos Ministry, KMFDM, Godflesh e Fear Factory ("The Light At The End (Cause)", "The Killing of America" com direito a solo à Slayer e o puro espancamento sonoro de "Bootlicker"), num todo que transmite uma sensação de terror, pânico e agonia com as quais infelizmente temos de lidar diariamente.

domingo, janeiro 08, 2017

(Sort of a ) Best of 2016

01 "Boyfriend" - The Goon Sax 02 "Cold Reading" - Sea Pinks 03 "Bills" - Ultimate Painting 04 "The Conservation of Energy" - Vanishing Twin 05 "Whitest Boy on the Beach" - Fat White Family 06 "Melody in High Feedback Tones" - Cavern of Anti-Matter 07 "Fröhlichkeit" - Camera 08 "Slippery Slopes" - Cold Pumas 09 "Sytrawberry Glue" - Ulrika Spacek 10 "Magic Landing" - Holy Wave 11 "Prisunic" - Limiñanas 12 "Astrologie Siderale" - Whyte Horses 13 "Dana Katherine Scully" - Tacocat 14 "Body of Work" - Cave Story 15 "Coffee" - Kal Marks